A menina que roubava livros, Markus Zusak
Desde o início da vida de Liesel na rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade desenxabida próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido da sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona de casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, “O Manual do Coveiro”. Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro de vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes. E foram estes livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte.


A volta ao mundo em oitenta dias, Julio Verne
Uma aposta impetuosa leva Fogg para uma viagem ao redor do mundo… em 80 dias! São aventuras, pessoas interessantes e muitos lugares inesquecíveis que você vai encontrar nesta famosa história de Júlio Verne.


Comédias para se ler na escola, Luiz Fernando Veríssimo

A dobradinha não podia ser melhor. De um lado, as histórias de um mestre do humor. Do outro, o olhar perspicaz de uma das mais talentosas escritoras do país, especialista em literatura para jovens. Ana Maria Machado, leitora de carteirinha de Luis Fernando Verissimo, releu durante meses textos do autor, e preparou uma seleção de crônicas capaz de despertar nos estudantes o prazer e a paixão pela leitura.

Sonhos, grilos e paixões, Carlos Queiroz Telles
Enfim, uma coletânea dos mais loucos, mais alegres e mais vibrantes poemas sobre a vida dos adolescentes. Versos cheios da energia que pulsa em nosso íntimo naquele momento único em que a criança dá lugar ao adulto. São as “coisas” da vida, as “coisas” da cabeças, as “coisas” do coração, as “coisas” da juventude desdobradas no primeiro beijo, no primeiro namoro, na alteração das relações com os pais, no entusiasmo da descoberta da vida! Um livro de poesia muito especial, principalmente para aqueles jovens que dizem não gostar de poesia…



E agora, o que é que eu faço?!, Adriano Silva

Neste livro, Adriano Silva aborda a difícil escolha da carreira profissional, pela qual todos passam. O autor desenvolve o texto como uma conversa com o irmão mais velho, falando sobre a escolha da carreira e como perceber a vocação, de uma maneira honesta, transparente e divertida..

Blecaute, Marcelo Rubens Paiva
Três amigos universitários fazem uma expedição às cavernas do Vale da Ribeira. Ao explorarem o interior de uma gruta, são pegos de surpresa por uma enchente e ficam presos por três dias. Quando finalmente retornam a São Paulo, descobrem que as pessoas se transformaram em estátuas. A cidade, na verdade, o mundo, foi atingido por algo inexplicável. Os únicos “sobreviventes” são eles. O que aconteceu? O que fazer? É o que se perguntam, atônitos, os personagens da história.

Cem dias entre céu e mar, Amyr Klink
“Cem Dias Entre Céu e Mar”, é o relato de Amyr Klink de sua travessia do oceano Atlântico a bordo da “lâmpada flutuante” (o apelido que ele deu a seu minúsculo barco à remo). Uma intensa poesia atravessa todo esse livro: nas conversas com os objetos a bordo e com os dourados e tubarões que lhe fazem companhia, na esplendida visão de uma baleia que surge sob o barco no meio da noite; ou ainda na forma como procura enxergar o tempo, na numeração do cardápio, nas páginas do diário, nos fins de semana, nas dobras da carta, onde ia anotando pacientemente dia-a-dia as agruras e alegrias da viagem.

O retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde
Nascido em Dublin a 16 de outubro de 1854, Oscar (Fingall O’Flahertie Wills) Wilde era filho de um médico e de uma escritora e tradutora que se assinava Speranza. Sua carreira literária foi fulminante, mas se viu interrompida por um processo judicial infamante, sobre a sua ligação homossexual com Lorde Alfred Douglas. Wilde acabou sendo condenado à prisão com trabalhos forçados. Cumprida a pena, decidiu exilar-se e morreu em Paris a 30 de novembro de 1900. Quase todos os seus livros se tornaram clássicos da língua inglesa. ‘O Retrato de Dorian Gray’, seu único romance, com inúmeras traduções em dezenas de línguas, provocou reações simultâneas de ira e admiração entusiástica.

A metamorfose, Franz Kafka
Certa manhã, ao acordar de sonhos intranqïlos, Gregor Samsa encontrou-se, na sua cama, metamorfoseado num inseto mostruoso. Deitado sobre suas costas duras como uma curaça, viu, ao levantar um pouco a cabeça, sua barriga abaulada, marrom, dividida em arcos rígidos, sobre as quais a coberta, quase escorregando de vez, mal se mantinha. Suas muitas pernas, lamentavelmente finas em comparação ao volume do corpo, agitavam-se desesperadamente sob seus olhos.

Memórias de um sargento milícias, Manuel Antônio de Almeida
Romance precursor do Realismo no Brasil, conta a história do filho de Leonardo-Pataca. Batizado também de Leonardo, é literalmente chutado de casa pelo pai. Criado pelo padrinho barbeiro, sofre desde cedo com sua pouca aptidão aos estudos e ao trabalho e com suas desventuras amorosas. Na obra, Manuel Antônio de Almeida escancara os desmandos da milícia, a promiscuidade do baixo clero e o jogo de interesses e especulações sociais. Transformado em quadrinhos por Lailson de Holanda Cavalcanti, Memórias de um sargento de milícias apresenta uma divertida crítica da sociedade urbana de fins do período colonial.

Pai contra mãe, Machado de Assis
O personagem principal desse conto é um caçador de escravos que, ao se tornar pai, vê-se diante de uma grave crise financeira. Não tendo como sustentar o filho, precisa levar adiante a decisão de deixar o pequeno na roda dos enjeitados. Do outro lado, uma escrava fugida, grávida, busca a liberdade para o filho ainda em seu ventre. O encontro dos dois revela, porém, que nem todos os nascimentos são bem sucedidos. Machado de Assis, através do conto escrito no auge de sua maturidade, joga no rosto da sociedade essa trama inclemente.

No meio-fio, Neir Ilelis
Naquela noite, Laura deitou-se certa de que o dia seguinte seria diferente. O plano havia funcionado direitinho. O padrasto chupara a bala de gengibre envenenada, morreria e a deixaria em paz. Nunca mais apanharia daquele monstro. No entanto, aquela foi a noite mais longa de sua vida e a imagem da mãe e da irmã agonizando envenenadas era um quadro aterrador, impossível de ser esquecido.
No ímpeto de seus quinze anos ela confiou, amou e foi traída. Perceber tarde demais que confiar na pessoa errada pode ser fatal e que a ambição pode estar acima do bem e do mal.

Fique de olho: Leitura obrigatória da Fuvest e UNICAMP:
A rosa do povo, Carlos Drummond de Andrade

Publicado originalmente em 1945, a rosa do povo, revela, em grande parte de seus poemas, a plena maturidade do poeta Drummond, representando o auge de um processo que tem suas origens em sentimento do mundo, seu livro anterior. Em contraponto a uma realidade de guerras e genocídio e à ditadura do estado novo, a rosa do povo surge trazendo a solidariedade entre os homens e a busca de uma identidade particular em um mundo em crise como temas principais.
Considerado pela crítica como um dos livros mais fortes e significativos de Carlos Drummond, a rosa do povo, possui uma riqueza inigualável de ritmos e harmonia em seus versos, atingindo a oralidade de um poema que poderia ser lido em praça pública.